Dentre tantos os conflitos que sofro diariamente, tenho sentido que há algo muito além disso, algo interno que insisti em persuadir em mim. Não aceito a idéia que tudo pode tomar seu determinado rumo sozinho. Tenho que lutar contra meus medos e meus anseios, mas não consigo, é algo acarretado desde muito tempo, tempo demais para que eu mesma não consiga encontrar seu início.
Sempre fui sozinha, nunca gostei de companhias. Fico horas trancada no meu quarto e passo a maior parte das minhas noites acordada, sentada na minha cama, com a luz apagada, olhando para o nada e muitas vezes, desabo á chorar. Não, não tenho motivos lógicos para fazer isso.. ou até tenho, mas não consigo chegar á eles. Já pensei que talvez fosse algo momentâneo, mas isso já acontece com uma certa freqüência e não sei como acontece, apenas sinto vontade e faço, não me questionem ou me rotulem como emo, depressiva ou qualquer outra coisa, não sou apenas mais um conjunto de células dando volume á um determinado espaço.
Sabe, daqui de cima da janela consigo sentir uma brisa aconchegante e envolvente. Sinto como se fosse um abraço que estava esperando alguém me dar, mas que até então, recusei. É, eu recusei, precisava dele sim, mas recusei. Queria algo verdadeiro e não apenas um abraço dado por alguém que sentia pena de mim, isso passa hipocrisia, falsidade... não estou preparada pra conviver com isso.. não agora. Fecho meus olhos e deixo com que a brisa trabalhe por si só. Ouço pássaros cantando bem próximos á mim, posso sentir a melodia de seu canto. Sinto uma paz interna que não vivenciava há anos. Sinto a pulsação do meu coração, sinto meus músculos relaxados como se todo este momento trabalhasse em meu prol.
Abrindo meus olhos, volto á paisagem exuberante da praia. Lá no horizonte há um barco. Me lembro muito bem de quando meu pai me levava até a enseada de tardezinha para ver os barcos. Eram tantos e tantos que eu me perdia em meus sonhos e não sabia ao certo se queria, naquele momento, ser uma marinheira ou uma pirata. Era fantástico! Poderia ser tudo o que eu quisesse ser em questão se segundos. Poderia ir á qualquer lugar, ainda que fosse inexistente, falar a língua que eu quisesse e tudo sempre estaria muito bem, todos sempre me entenderiam. Hoje em dia, por mais que eu tente, não consigo fazer com que isso se torne real. Parece que quanto mais eu grito, mas distante fica, mais eco dá, porém, não há o retorno que eu esperava.. quer dizer, até há, mas não é dado de coração. Não estou pensando como uma pessoa que sofre de mania de perseguição e nem nada não, estou apenas encarando a vida como ela é! Amigos de verdade eu não tenho, me sinto perdida, me sinto só..
Continua...
sábado, 8 de novembro de 2008
Enquanto é tempo!

Eu me cobro demais, a verdade é essa. Se eu aproveitasse mais e me preocupasse menos com certas coisas talvez eu tiraria mais proveito de certas situações. Não pense que isso é em tudo na minha vida, porque não é. O que acontece é que quando eu vejo que fugiu do meu controle eu me travo. Eu penso de mais no que pode acontecer, eu tenho medo de mais de arriscar certas coisas e colocar tudo a perder. Enquanto isso algumas coisas boas da vida eu vejo escorrendo pelas minhas próprias mãos. Existem oportunidades que não voltam nunca, e se voltarem como aconteceu no meu caso, nunca volta como antes, é sempre diferente, cada uma em sua particularidade apesar das grandes semelhanças. Tem coisas que fogem do meu controle, é mais forte que eu. Eu juro que eu me esforço, eu me desdobro mas aí no fim não deu em nada, já me vem as cobranças involuntariamente a cabeça. E não é porque eu não quero me livrar disso. Eu quero, eu quero muito. Acho que eu preciso relaxar e repensar algumas coisas pra tentar fazer diferente, porque desse jeito não dá! Eu já to de saco cheio de mim, não quero que outros encham o saco de mim também, já basta eu. Uma hora o saco pode arrebentar, aí não vai adiantar chorar. Enquanto dá pra consertar e ainda é tempo eu tenho que fazer alguma coisa, depois pode ser tarde de mais.
And here we go again!!!
bjus da Samurai
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
À minha fonte diária de renovação
Eu tenho um coração. Quer dizer, dois: um que fica bombeando sangue, outro que fica à procura de carinho. O primeiro anda bem, obrigada. Já o segundo... Com esse coração eu converso, troco idéia, tento ensinar algumas coisas. Sempre em vão. Por mais que eu diga pra ele "Meeeeo, assim não, desse jeito você se ferra!" , ele cisma em desobedecer. Só que ele não paga o pato sozinho, sobra pro resto do meu eu.
Há algumas semanas, essa conversa tem aumentado sua freqüência repentinamente, pois já estava percebendo que ele iria aprontar mais uma. Estava se engraçando todo pro lado de alguém. Isso, em si, não é algo ruim. Eu até queria que ele se engrasse com alguém. Mas com alguém que tenha a mínima possibilidade aceitável concreta de ter algo comigo. E nesse caso, pensava eu, que a possibilidade era estupidamente ínfima de acontecer (quem diria de dar certo). Agora pergunte se adianta alertar? Necas!!
O que isso quer dizer? Que lá vamos nós, eu e meu coração caçador de carinho para mais uma tentativa. E o outro continua bombeando sangue como se nada estivesse acontecendo.
Dessa vez você veio. De surpresa, simplesmente apareceu! Você chega e traz consigo seu mundo, que não era o meu, mas passou a ser há cerca de um mês. São tantos sonhos, tantas experiências, que mal cabem em meu consciente.
Sinto o seu respirar desritmado, os cabelos despenteados, o olhar perdido. E como se não quisessem ser achados, se encontram com os meus, para logo depois fugirem, levando consigo todo o brilho que me encanta a cada dia.
Não, não há o choro límpido das lágrimas; há, sim, e tão somente, o soluçar seco do coração, que bate não sabe quando será recompensado novamente.
Como sempre, uma hora você se vai. Deixa comigo um pouco de penar, um cheiro no ar, na minha pele. E por um tanto hei de esperar, sem que a espera me faça cansar doutra coisa que não você.
Meus braços + seus braços = um abraço. Quente por ser desejado, por ser demorado, por ser nosso. Um laço. E no espaço que não cabe um porquê coube um mundo.
Você constantemente me faz bem, faz minha mente trabalhar em seu favor, pensamentos vem e vão em alta velocidade. Me dê sua mão, passe-as em torno da minha cintura, diga que me ama, dê um sorriso, esqueça quem és, seja apenas meu!
Você tem o sorriso mais bonito, me abraça de um jeito que me faz sentir mais perto de Deus. E a gente se encontra naquele intervalo entre as coisas que são ditas e as coisas que as palavras não alcançam... e se transubstancia... em galáxias, cores, cometas, estrelas, incandescências... tudo ao mesmo tempo... Apóia meus sonhos, mesmo que não concorde com eles (ainda sinto que você não vê o “Astros” no meu futuro!!haha). É um homem que admiro muito mais do que consigo expressar com palavras. Tem manias tão irritantes quanto lindas que nos rendem as mais inusitadas histórias. Me ensina a ser uma pessoa melhor e tenta me entende quando eu não consigo, porque ninguém consegue, às vezes(ta, nunca ninguém me entende porque sou realmente confusa). Não posso deixar de citar novamente do olhar. O que seria de mim sem falar do seu olhar? Sem citar seus olhos que tanto me atraem? Olhos Azuis, oceano, é um céu, um poder soberano! Me perco no seu olhar, viajo em cada detalhe da sua íris e só me trago novamente ao mundo real quando seu sorriso se forma e se transforma em um mundo idealizado e, por fim, concretizado. Cada dia é um mergulho e eu não preciso ter medo, porque nosso desejo é enternecer nosso universo, de um jeito que a gente não entende, mas que vibra e de repente faz tudo parecer que tem sentido.
"Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele no qual o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade que um tem do outro" (Autor desconhecido)
And here we go again!!
bjus da Samurai
Há algumas semanas, essa conversa tem aumentado sua freqüência repentinamente, pois já estava percebendo que ele iria aprontar mais uma. Estava se engraçando todo pro lado de alguém. Isso, em si, não é algo ruim. Eu até queria que ele se engrasse com alguém. Mas com alguém que tenha a mínima possibilidade aceitável concreta de ter algo comigo. E nesse caso, pensava eu, que a possibilidade era estupidamente ínfima de acontecer (quem diria de dar certo). Agora pergunte se adianta alertar? Necas!!
O que isso quer dizer? Que lá vamos nós, eu e meu coração caçador de carinho para mais uma tentativa. E o outro continua bombeando sangue como se nada estivesse acontecendo.
Dessa vez você veio. De surpresa, simplesmente apareceu! Você chega e traz consigo seu mundo, que não era o meu, mas passou a ser há cerca de um mês. São tantos sonhos, tantas experiências, que mal cabem em meu consciente.
Sinto o seu respirar desritmado, os cabelos despenteados, o olhar perdido. E como se não quisessem ser achados, se encontram com os meus, para logo depois fugirem, levando consigo todo o brilho que me encanta a cada dia.
Não, não há o choro límpido das lágrimas; há, sim, e tão somente, o soluçar seco do coração, que bate não sabe quando será recompensado novamente.
Como sempre, uma hora você se vai. Deixa comigo um pouco de penar, um cheiro no ar, na minha pele. E por um tanto hei de esperar, sem que a espera me faça cansar doutra coisa que não você.
Meus braços + seus braços = um abraço. Quente por ser desejado, por ser demorado, por ser nosso. Um laço. E no espaço que não cabe um porquê coube um mundo.
Você constantemente me faz bem, faz minha mente trabalhar em seu favor, pensamentos vem e vão em alta velocidade. Me dê sua mão, passe-as em torno da minha cintura, diga que me ama, dê um sorriso, esqueça quem és, seja apenas meu!
Você tem o sorriso mais bonito, me abraça de um jeito que me faz sentir mais perto de Deus. E a gente se encontra naquele intervalo entre as coisas que são ditas e as coisas que as palavras não alcançam... e se transubstancia... em galáxias, cores, cometas, estrelas, incandescências... tudo ao mesmo tempo... Apóia meus sonhos, mesmo que não concorde com eles (ainda sinto que você não vê o “Astros” no meu futuro!!haha). É um homem que admiro muito mais do que consigo expressar com palavras. Tem manias tão irritantes quanto lindas que nos rendem as mais inusitadas histórias. Me ensina a ser uma pessoa melhor e tenta me entende quando eu não consigo, porque ninguém consegue, às vezes(ta, nunca ninguém me entende porque sou realmente confusa). Não posso deixar de citar novamente do olhar. O que seria de mim sem falar do seu olhar? Sem citar seus olhos que tanto me atraem? Olhos Azuis, oceano, é um céu, um poder soberano! Me perco no seu olhar, viajo em cada detalhe da sua íris e só me trago novamente ao mundo real quando seu sorriso se forma e se transforma em um mundo idealizado e, por fim, concretizado. Cada dia é um mergulho e eu não preciso ter medo, porque nosso desejo é enternecer nosso universo, de um jeito que a gente não entende, mas que vibra e de repente faz tudo parecer que tem sentido.
"Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele no qual o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade que um tem do outro" (Autor desconhecido)
And here we go again!!
bjus da Samurai
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Enterro de anão?
Hoje de tarde, indo almoçar, encontramos uma anã na rua. Acreditem, eu sou o dobro, exatamente o dobro do tamanho dela!! oO
E ai, surge a questão: Você já viu enterro de anão?
Criei uma teoria me baseando nisso. Não! Não existe enterro de anão. Anão não morre, ele se transporta. Para onde? Pro Pólo Norte com o Papai Noel, oras!! tá, deixa eu explicar melhor!
Quando o anão já está em uma idade avançada, ele é teletransportado pro Pólo Norte para trabalhar de duende do Papai Noel, por isso que ele é cheio de pequenas criaturas felizes capazes de fabricarem presentes pra milhares de crianças ao longo do ano! Daí você me pergunta: "Mas lá com o Papai Noel, eles não morrem?"
Não morrem não! ^^
Papai Noel solta sua magia do Natal neles na véspera desta data e eles permanecem imortais assim como o Bom Velhinho!!^^
Tá aí!
Mais alguém tem uma boa explicação para nunca terem visto um enterro de anão?
And here we go again!!
bjus da Samurai
E ai, surge a questão: Você já viu enterro de anão?
Criei uma teoria me baseando nisso. Não! Não existe enterro de anão. Anão não morre, ele se transporta. Para onde? Pro Pólo Norte com o Papai Noel, oras!! tá, deixa eu explicar melhor!
Quando o anão já está em uma idade avançada, ele é teletransportado pro Pólo Norte para trabalhar de duende do Papai Noel, por isso que ele é cheio de pequenas criaturas felizes capazes de fabricarem presentes pra milhares de crianças ao longo do ano! Daí você me pergunta: "Mas lá com o Papai Noel, eles não morrem?"
Não morrem não! ^^
Papai Noel solta sua magia do Natal neles na véspera desta data e eles permanecem imortais assim como o Bom Velhinho!!^^
Tá aí!
Mais alguém tem uma boa explicação para nunca terem visto um enterro de anão?
And here we go again!!
bjus da Samurai
domingo, 2 de novembro de 2008
Páginas de um diário sem tabulação - Parte I
E assim se dá início á mais um daqueles dias de lamento. Me chamo fulana. Tenho tantos anos e sou estudante. Levo uma vida comum. Acordo cedo todos os dias, estudo o dia inteiro, volto pra casa, me ocupo fazendo trabalhos, lendo.. preparando meu futuro. Agora, estou passando minhas férias na praia... ou deveria. Estou aqui á 3 dias e até agora não sai deste quarto, apenas cheguei, passei na livraria deste hotel, comprei um livro e me tranquei aqui. O que faço de diferente a não ser sempre estar entorpecendo meu cérebro? Eu leio! Ok, não precisa começar a defamar. Eu leio sim, mas leio coisas que me tocam, relembro momentos despejados em folhas rascunhadas por mim e outras, por pessoas queridas que me fizeram bem ao longo de minha vida.
Dentre uma dessas horas de loucura, resolvi que iria abrir a gaveta da escrivaninha do hotel onde guardei minhas recordações, tirar de lá tudo o que guardo á anos. Queria me sentir feliz novamente e pôr meu coração no lugar, já que minha vida tem sido caótica o suficiente para me fazer querer sair ás ruas sem rumo algum e não voltar nunca mais.
Até este momento, tenho pensado que o melhor para mim têm sido ficar aqui sentada no meu cantinho, comendo chocolate demasiadamente e sujando minhas folhas com ele(sei que me arrependerei por isso depois, mas que culpa eu tenho? Não dá pra comer sem se sujar!! Sei que você faz o mesmo, então, não me venha julgando!!).
Abri a gaveta. Dela, retirei uma caixa negra, fechada com um trinco vermelho(ta, é do meu tempo de adolescente... também não sou e nunca fui perfeita, também já tive meu momento de rebeldia e, no seu ápice, gostava de me iludir com um fantasioso mundo dark, onde tudo que eu usava ou comprava, em sua maioria, era preto!). Essa caixa é muito especial para mim. Lá, você pode encontrar cada dia da minha vida em uma breve resenha.
Comecei a ler. Nossa, como é gostoso relembrar de velhos amigos, alguns que já se foram, mas me deixaram um pedaço de cada um deles escritas em algumas linhas, outros, que ainda estão em vida mas ocupados o bastante para não darem as caras, darem um telefonema, ou enviarem um email, o que fosse! Não os culpo por isso, há males que vem para o bem!
Estou bem! Sinto-me um pouco mais animada com tanta glicose que já percorre minha corrente sanguínea. Sinto-me bem o suficiente para levantar desse canto e me sentar na janela, defronte á sacada. Deixo a caixa negra ao meu lado. Ponho a carta que estou lendo sobre minhas pernas e olho fixamente ao horizonte. Avisto o mar. O dia está lindo! Á quanto tempo não paro para apreciá-lo! O sol está radiante, a areia está branquinha... de repente, me dá uma enorme vontade de descer e correr ao seu encontro, mas algo me diz para ficar. Não sei, não consigo descer apesar da vontade. Algo me prende áquele quarto.
Me perco olhando ao infinito. Crianças lá embaixo brincam na areia, parecem estar fazendo uma competição de castelinhos. Logo, relembro da minha infância. Adorava vir aqui com meus pais, neste mesmo quarto de hotel. Todos os dias de manhãzinha, eu acordava e já saia correndo para o mar. Quando a onda vinha me molhar, eu me afastava, fugia dela me sentindo superior, superior o suficiente para depois rir dela por ter conseguido molhar apenas os meus pés. Me sentia vitoriosa! Quem dera eu me sentir assim novamente.
Continua...
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