terça-feira, 9 de março de 2010

Filme: A sociedade dos poetas mortos

“Pegue seus botões de rosa enquanto pode. O tempo está voando. A estas horas, flores que hoje riem, amanhã estarão mortas”.
Carpe diem

Volto eu aqui(muito sem graça pelo sumiço) fazer um novo post, mas antes, gostaria de agradecer ao comentário da "soninhapura". Querida, eu que tenho que agradecer pelo seu comentário. Fui ver o que eu havia postado e bem, mensagem certa no momento em que eu mais precisava. Obrigada!

Ok, ok, voltando..
ahuhahauhau
Iniciei este post com uma bela citação. Ela faz parte de um filme que acabo de assistir: "Sociedade dos Poetas Mortos".
Não viram? VEJAM!

Há tempos ouço falar deste filme e somente agora senti interesse em assistir.
Eu estava moscando na internete quando resolvi procurar por filmes que fossem estudados na psicologia. Baixei vários e o primeiro que assisti foi este.
O filme é um tanto antigo, lançaram no ano que nasci(1989) e possui um conteúdo único.
O personagem foco é o professor John Keating, que começa á lecionar em um rigoroso colégio para rapazes, onde aplicava-se o respeito e castigos um tanto severos. Expulsões quase não existiam, eram como um grande desafio que muitos tentavam, porém, quase ninguém conseguia.
Keating é um professor idealista, tinha em mente que, antes de qualquer coisa, os alunos deveriam acreditar mais em si mesmos, sonhar, fantasiar e viver demasiadamente. Carpe Diem se torna um termo usado constantemente pelos alunos por influência do professor.
Enxergar a nova visão do mundo, fora das repressões, faz com que os alunos aflorem em si a vontade de ser quem realmente são, mudam-se as contigências e a Sociedade dos Poetas Mortos resurge, podendo assim ser mostrado para eles próprios que são capazes de realizar qualquer coisa, principalmente á ler e escrever poesias, o intrínseco ganha força o suficiente para que seus comportamentos frente aos problemas ortodoxos do colégio sejam opostos aos que já eram impostos, os estímulos aversivos parecem-lhes menores desta forma. E assim nasce o processo de identidade e formação de personalidade(que meus professores não leiam que eu ainda não sei que linha seguir e já misturei social, com comportamental e psicanálise xD)
Por que recomendo este filme?
Ótima história, ótima lição de vida!
Além do Capie Diem, notei outro fator interessante. Este filme, pelo menos para mim, traz a idéia de fidelidade e lealdade, companheirismo e determinação, sonhos e desejos..

*** “Fui à Floresta porque queria viver livre. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria essência da vida… expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido”.
Henry David Thoreau


De que alguma forma, ao ler este blog, se interessem pelo filme. Com certeza terá um grande significado em sua vida, talvez não, mas se isso ocorrer, repense. Nada que é visto ou lido passa despercebido. Se assim for, não lhe serviria para nada prosseguir em seu caminho


And here we go again!!

Beijos da Samurai

quarta-feira, 3 de março de 2010

Só por hoje - Legião Urbana


Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu espero conseguir
Aceitar o que passou o que virá
Só por hoje vou me lembrar que sou feliz

Hoje já sei que sou tudo que preciso ser
Não preciso me desculpar e nem te convencer
O mundo é radical
Não sei onde estou indo
Só sei que não estou perdido
Aprendi a viver um dia de cada vez

Só por hoje eu não vou me machucar
Só por hoje eu não quero me esquecer
Que há algumas pouco vinte quatro horas
Quase joguei a minha vida inteira fora

Não não não não
Viver é uma dádiva fatal!
No fim das contas ninguém sai vivo daqui mas -
Vamos com calma !

Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu não vou me destruir
Posso até ficar triste se eu quiser
É só por hoje, ao menos isso eu aprendi

Yeah!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Let the flames begin(tradução) - Paramore



Deixe As Chamas Começarem

Estrofe 1:
Que vergonha nós nos tornamos coisas tão frágeis e despedaçadas.
Da lembrança só sobrou
Algumas faíscas
Eu dei todo o meu oxigênio
Para deixar as chamas começarem x2
Oh glória, oh glória

Refrão:
É assim que vamos dançar quando eles tentarem nos pôr pra baixo
É assim que vai ser


Estrofe 2:
Em algum lugar a fraqueza é uma força
E eu vou morrer procurando por isso
Eu não posso me arrepender
Por tanto egoísmo
Minha dor e todos os problemas causados
Não importa o quanto durem
Eu acredito que exista esperança
Enterrada por baixo de tudo e
Escondida por baixo de tudo e
Crescendo por baixo de tudo

Refrão:
É assim que vamos dançar quando quando eles tentarem nos pôr pra baixo
É assimque vamos cantar (oh)
É assim que ficaremos de pé quando eles queimarem nossas casas
É assim que vai ser, oh glória

Alcançando à medida que mergulho na luz

Refrão:
É assim que vamos dançar quando eles tentarem nos pôr pra baixo
É assim que vai ser (Oh)
É assim que ficaremos de pé quando eles queimarem nossas casas
É assim que vai ser, oh glória

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Páginas de um diário sem tabulação - Parte X

Me pego cochilando por algum tempo e ao abrir os olhos, vejo como o sol está radiante. Me dirijo até a janela e dou uma ligeira passada de olhos pela areia. Quantas pessoas aproveitando as férias! Mas olha só, lá perto do rochedo tem alguém sentado sozinho, tão isolado!

Começo á imaginar o que faria com que eles estivesse lá ao invés de estar com as pessoas daqui de baixo. O que será que se passa com ele? Em que estaria pensando?

Realmente me vejo desocupada. Minha dor se torna tão forte que tento fugir de mim mesma mais uma vez pra não pensar em como estou. Fracassada!

Estou tentando aprender á ser mais racional, mas sempre tem uma ponta de desistência em tudo, antes mesmo de começar. Me sinto esgotada. Lamento abrir os olhos.

Um dia sonhei que poderia sorrir como antigamente. E foi então que me toquei que era sonho mesmo e, sonhos nem sempre se concretizam, a maioria fica ali e por isso recebem esse terno. São inalcançáveis.

Sonhos e sonhos. Um dia nos separamos, nos perdemos e nos esquecemos que o outro existe, pelo menos eu esqueci que existem sonhos e ele se esqueceu que eu existo. Há tempo não o recebo e por isso adquiri o hábito de viver comigo mesma, mas de forma distante, sempre! Conseqüência de uma vida.

Sempre afirmei estar bem, mesmo enquanto sofria. Sempre afirmei estar feliz, quando na verdade, estava deprimida. Sempre afirmei que estava tudo bem, quando na verdade estava caindo. Não nego, sou assim até hoje, é minha proteção, zelo por isso. Egoísmo? Nem é, egoísta é quem machuca o próximo, se proteger é mais questão de amor próprio do que egocentrismo. Me tornei o reflexo da minha auto-destruição, perecível garota.

Certa vez li que "de vez em quando você tem que fazer uma pausa e visitar a si mesmo." Realmente isso é preciso e me baseio nisso para seguir em frente, porém, visitar á mim mesma tem me trazido péssimos aspectos, e por isso estou aqui neste quarto até agora. Da mesma forma que se pode estar bem, em poucos segundo se pode ter uma queda. A vida prega peças e não temos controle algum do roteiro, somos apenas mais um personagem insignificante na vida de outra pessoa, bem como ela pode ser na sua.

A característica do meu teatro é o drama. Observo seriamente o que está em meu cenário e puxo na minha memória tudo o que preciso saber. Sei o que se passou e como tem que ser, mas não consigo seguir em frente nessa peça porque as luzes não refletem como teria que ser e meu brilho esperado esvainece.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Páginas de um diário sem tabulação - Parte IX


Ultimamente ando pensando mais como os meus tempos de adolescente. Não é bom, eu sei, mas vejo que naquele tempo eu sofria menos. Por que? Bom, eu era mais fechada, logo ninguém se aproximava e eu não choraria. Eu era mais brava, logo, ninguém falaria o que quisesse e eu não me magoaria. Eu era mais direta, não quer? Então some! Que diferença isso me faz...

Este quarto de hotel também não me serve para nada, senão para alimentar minhas mais malignas idéias de isolamento total. É isso aí, estou riscando minha listinha telefônica. Não quero ser chata, apenas quero ser feliz.

Me lembro dos momentos que tive com diversas pessoas ao longo da minha vida. As guardo com carinho, cada lembrança de cada pessoa. Mas neste momento para refletir meu grau de importância para cada uma delas. De novo me pergunto, eu valho mesmo algo para alguém? Eu acredito que não.

Já está amanhecendo e o céu mostra suas cores. Como é lindo!

Interessante ver como a natureza cuida das coisas. Estas noites foram um tanto nubladas, choveu tanto! Deus sempre cuida das mais fervorosas tempestades e catástrofes e as tornam sempre em algo melhor. Acho que me transformei em algo melhor, mas meu pé teima em ficar lá no buraco, e para desequilibrar me falta pouco. Fico mais uma vez com meus pensamentos. Vou explodir!

Me sinto realmente triste. Não me contenho, é meu limite!

Eu deveria ser feita de metal, literalmente. Supostamente eu tenho um coração de ferro, pelo menos para muitas pessoas, mas pra mim não é o suficiente. Eu queria de verdade ser feita de ferro. Jamais choraria de novo, meu coração não teria esse aperto.

Toca uma música esse momento, alguém está sozinho lá embaixo ouvindo. É uma banda que conheço e adoro essa música, acho que ela me completa e me veio bem á calhar agora.

Eu sou nada agora e faz muito tempo
desde que eu escutei o som, o som da minha única esperança.”

Acho que é isso, perdi minhas esperanças em algum lugar que não tenho a mínima idéia de onde foi e nem sei como recuperá-la.. se é que é possível. Me torno descrente do ontem, do agora e do amanhã. Volúvel e instável, isso é uma bomba na minha mão.

Droga!

Penso em desistir de tudo o que tenho e sair sem destino, quem sabe lá na frente não me encontro em uma melhor fase. Eu cansei de tudo isso, cansei de ficar nesse quarto só esperando que meu coração tenha um alivio e minha mente me mande á algum lugar. Me cansei de muitos e ao mesmo tempo percebo que me cansei de mim mesma.

Sinto falta de uma antiga amiga. Sinto falta de saber quem ela é, sinto falta de saber que ela, independente de tudo, sempre será minha amiga. Por que isso? Amigos sempre se ajudam, mas fiz o possível e estou no limite. Paro para pensar novamente se valho. Acredito que não, afinal, já ouvi uma vez que não sou amiga e mais ainda agora que só sirvo pra me intrometer. O combinado não sai caro nunca.

Fico na minha e choro minhas dores novamente. Talvez um dia tudo mude, apesar de o passado sempre me convidar para um passeio forçado. Sou arrastada pela mão e ele me prende. Tá, eu sei que tenho problema!

Volto para a janela e fico sentada ali.

Minha vaga mente só sabe me acorrentar aos pensamentos que não quero, não agora. Não me vejo em um momento oportuno para isso, afinal, amo demais muitas pessoas e não consigo vê-las se jogam sempre mais e mais abaixo.

Sonho em um dia sair deste lugar e ser a pessoa que nunca fui, parar de esconder o que sinto de verdade e, não deixar sair lágrima alguma mais. Meus olhos castanhos se fazem vermelhos.

Lá embaixo avisto algumas crianças brincando. Tenho vontade de enxergar tudo através dos olhos de uma criança, me sentir realizada ao fazer um castelinho de areia e ser dona de todo um império de castelinhos.

Sorrio por um instante e no mesmo minuto, me esbaldo em lágrimas. Alguém pode fazer meu coração parar de chorar?

"Eu não consigo sentir meus sentidos, eu apenas sinto frio
Todas as cores parecem desaparecer, eu não consigo alcançar minha alma
Eu pararia de correr, se eu soubesse que havia uma chance
Me machuca ter de sacrificar tudo mas eu sou forçada a desistir " - Whitin Temptation -Frozen