segunda-feira, 23 de agosto de 2010

♪♫



"Vá e sonhe com o que quer que você queira sonhar

E volte para mim quando você souber como você se sente

você sente
eu poderia sentir, eu poderia sentir você perto de mim

mesmo que você estivesse distante de mim

eu poderia sentir, eu poderia sentir

Por quê?"

Why - Avil Lavigne

domingo, 22 de agosto de 2010

Post da meia noite.. e lá vem lorota


Querendo escrever coisas interessantes, ou talvez não, apenas escrever.
Tomando como ponto de partida meu crescimento, alego de forma justa que sou o que sou em perfeita mutação. O que eu era em segundos atrás, não sou no agora que difere com o que serei.

Todo ser humano é assim, não?

Em meio á coisas que andei pensando, acredito que nada do que foi era pra ser o que era no último instante se nada for feito para que o mesmo seja mantido.
O que foi, passou, seja bom ou ruim.
Se (não)dói é porque era pra ser desta forma e mudar. Mudar para o bem ou mal?

Existe perfeição? Existe meta? Existe padrão?
Talvez exista, mas não.. não acredito, não confio.
Gosto do que é diferente, não sou mais uma na multidão e nem tenho vontade do mesmo.

Não pense que me conhece, nem eu mesmo o domino nesta parte. Não sei quem sou.

Não pense em desviar o foco, se machucará. O "ser como outros" o tronará mais um podre e nada mudará o que se passa, o que se foi nem o que será.

Será fato genérico, não comprovado e burlado.
Fato indescritível
e prolixo, se perderá e o que é realmente é, o que é por dentro, se magoará ao ver que à lugar nenhum nunca chegará.
O silêncio da madrugada me cala e me proibe de citar coisas que me arrependeria ao ver que muitos se julgaram merecedores deste post, mas para que os mesmos saibam, não escolhi um, escolhi todos.

And here we go again!!

Beijos da Samurai

Um pouco sobre mim


Eu choro muito e é igualmente por motivos de alegria e tristeza, raiva ou ilusão.

Já estive presente em meus sonhos e ultimamente me encontro ausente dele e de minha vida real, isso porque quando mudo de ideia, é de cinco em cinco minutos. Prefiro que nesta situação fique desse jeito mesmo, ao oposto, enfio uma ideia em minha cabeça e nunca mais tiro. Isso me faz sentir fora do mundo e desconfortável em alguns casos.

Não gosto de multidões, mas adoro palco independente de que seja ou quantas pessoas estejam presentes. Até a ausência me satisfaz.

Meus gostos são estranhos e variados. Gosto dos gostos que ninguém gosta e sinto coisas que quase ninguém sente. Vivo a música, sinto a música, saboreio-a e a defino assim. Sempre simples.

Tenho em mente que tudo acontece por um motivo e que tudo que acontece ao nosso redor é um reflexo de quem somos ou do que precisamos aprender.

Gosto dos doces mais açucarados e temperos mais apimentados. Das misturas mais exóticas e combinação de cores monocromáticas.

Amo o céu nublado de nuvens branquinhas e o trevoroso céu azul nanquim.

Crepúsculos me fascinam e prendem minha atenção por todo seu minuto e a sua mescla de cores me fazem pensar que dali surgirão inúmeras estrelas que me servirão de guia para o meu amanhã.


And here we go again!!!

beijos da Samurai

sábado, 21 de agosto de 2010

Deu vontade de escrever

Dos meus talentos o menor se encontra.

Do meu ar, a menor molécula

Dos meus sonhos, o mais desprovido

Das minhas vontades, a mais difícil

Do meu pensar, o mais intenso

Do meu viver, o mais impossível


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Não sou poetisa e nem penso em me tornar uma, mas gosto de passar meu tempo escrevendo mesmo que há muito tempo eu não saiba o que é isso.

Sempre me coloquei de lado em muitas coisas ainda que inconsciente e percebi que não deixei apenas o que sou, mas quem gosto e o que gosto também. Em um leve lapso de abandono com remorso, hoje me vejo próximo ao meu blog novamente, ao meu caderno de rascunhos, à minha gaveta de textos antigos e a minha música. Volto ao ponto inicial.

Receio de tomar alguns rumos, mas anseio por isto. Sinto falta.

Me pego revendo diversas coisas que vivi, vivo e viverei, quem sabe. Penso mais em mim.

Ontem eu passei horas olhando para o céu e ele falou comigo e me disse que não importa como ou quando, mas tudo sempre toma seu rumo certo e por pior que possa me parecer, sempre me servirá como lição em alguma nova fase que eu viva.

Incrível que ao escrever esse texto, percebo o quanto meu vocabulário era vasto e agora está empobrecido. Não tenho a mesma colisão de ideias que eu tinha antes, aquela pressa de escrever antes que tudo sumisse da minha cabeça ou eu me perdesse na montagem final do post. Neste momento, me perco apenas no pensar em o que escrever. Caramba, sem ideias e com vontade de me libertar de algo. Talvez essa seja a deixa para me esquivar da escrita e usufruir da minha vida real.

Vou sair daqui a pouco e não tenho destino algum, vou apenas refrescar minha cabeça em qualquer canto e filosofar. Tem coisa melhor do que pensar no frio? oO

Ok, isso não é bom para todo mundo, reverei.

Espero postar aqui com mais frequência, é uma das minhas metas.


And here we go again!!

Beijos da Samurai



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Páginas de um diário sem tabulação - Parte XII

"A família.
São soníferos, chagas sem curas.
(..)

Esquecem-se de si.
Pontuam-se

A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.

(..)

Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.."


Transformo meu dia em um diário de folhas pautadas e sem nexo, não estou conseguindo juntar meus pensamentos o suficiente para prosseguir minha fala. Bem aqui me falta uma vírgula, uma pausa para um merecido descanso que não tenho há anos, já me recordando que o ponto final está distante. Continuo tentando descobrir o segredo da vida.

Minha voz ainda ecoa e o único sentido é o não sentir, o não pensar, o não refletir, o não existir.

Estou cansada demais para tentar novamente.

Já tentei várias vezes mudar o que tenho em volta e mudar o que sou. Já tingi o cabelo e cortei curtinho. Já fiz greve de fome e já tive compulsão. Já comi uma lata de leite condensado inteira de uma vez só depois de comer um pudim inteiro. Ansiedade, este tem sido meu sobrenome.

Por diversas vezes listei o que me impede de sorrir em determinados momentos da minha vida e foi então que me frustrei mais uma vez. Não serei a de ontem e não pensarei no que vou me transformar amanhã. O hoje me é o suficiente e perturbador o bastante para escrever um roteiro mexicano, dessa vez dizendo em dramas e exageros. Talvez seja para quem me serve de ouvinte, caso tenha alguém me ouvindo mesmo, mas sempre que está em nossa pele parece ser dez vezes maior e o fardo pesa mais.

O sino bate e as pessoas dirigem-se à capela. Em sinal de reverência abaixam suas cabeças e livram-se de seus pecados por uns instantes e ao pisar na rua, voltam à sua vida mundana. Da espera à falsidade. Do pedido à graça. Da piedade à raiva. Tudo explode, tudo sai em ligeiros compassos e se perdem no primeiro passo da porta sagrada. O exemplo de atitude se delibera e a contradição consome. Sorte de quem vive esses momentos de forma natural, real, (in)discreta. Sintaxes de agora e o que foi, do que virá e por um instante sumiu.

Percebo que em cada piscada que dou, não consigo saber se ao certo sei o que quero para o meu agora. Ontem eu era uma lunática, amanhã serei outro alguém. Agora alimento um "não sei" ou... o que era mesmo pra eu ser?

Em cima da poltrona está meu violão, o grande Justin! Companheiro inseparável que separei por um tempo. Uma forma distante, um abraço aconchegante e ao mesmo tempo o som que me afaga, melodia que me embala e momento que me adormece. Desperto no F# mais doce de uma sinfonia e me hipnotizo em suas cordas, as mesmas que vibram e me recordam o quanto é bom cantar. Aaaah, saudade de quando este ato me era um dos mais prazerosos, de que quando cantar com o coração era a forma mais próxima que eu tinha de fazer as pessoas á minha volta se envolverem e sorrirem para o resto do mundo. Hoje só me restam lembranças. Minha voz não sai com as belas composições, apenas com as que mais ferem, as mais violentas em sentidos e carentes de afeto, letras de intelectos passíveis e impiedosos.