Retirado do livro "Freud explica" de Alberto Goldin
"A teoria psicanalítica mostra que buscamos o prazer nos sonhos e enquanto dormimos. No ato de dormir nos refugiamos num mundo encantado que, se possível, não deve ser perturbado. Mas, como se perturba, dispomos de alguns recursos, sendo o mais importante sonhar para não despertar, para continuar dormindo. Se temos muita sede enquanto dormimos profundamente, podemos sonhar que bebemos água fresca; isso nos permite continuar dormindo um pouco mais. O inverso: quando bebemos em excesso à noite e nosso desejo, em iguais condições de cansaço, é ir ao toalete, podemos sonhar que o fazemos e alucinadamente urinamos. Tudo é muito real, inclusive a vergonha no dia seguinte.
Quando toca o despertador e devemos levantar para trabalhar, podemos sonhar que estamos levantando e nos dirigimos – no sonho – ao trabalho. Tempos depois, ainda na cama, descobrimos o engano.
Os primeiros são chamados sonhos de necessidade, já que as necessidades fisiológicas de beber e urinar se materializam durante o sonho. Os segundos são chamados sonhos de comodidade, já que é este o motivo pelo qual se produz o sonho. A necessidade de beber água ou ir ao toalete, a comodidade de ir ao trabalho sem sair da cama se satisfazem na alucinação do sonho. Em todos esses casos o objetivo é continuar dormindo, porque nos dá prazer. Se isto é verdade, por que motivo o insone não consegue dormir? É óbvio que, por alguma razão, os sonhos cuja função normal é facilitar o descanso não oferecem nenhum prazer. A insônia, apesar de ser uma manifestação patológica, um sintoma que traz sérios inconvenientes, é o melhor recurso, que o indivíduo dispõe naquele momento.
A insônia é um sintoma, que como qualquer outro possui um conteúdo secreto, é um SABER EM CÓDIGO QUE OCULTA E MOSTRA ALGUMA COISA IMPORTANTE. O que sabemos, neste momento, é que não podemos dormir, mas este saber é parcial, porque estamos ignorando algo mais importante e essencial sobre nossa vida. Nesse momento, o indivíduo é objeto de uma transação que consiste em aceitar um sofrimento, o da insônia, mas, simultaneamente, evitar outro, talvez mais perigoso e ameaçador, proveniente do inconsciente e que poderia manifestar-se durante o repouso."
And here we go again!!!
bjus da Samu
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
POR QUE TENHO INSÔNIA?
Retirado do livro "Freud explica", de Alberto Goldin
"Vai ser uma daquelas noites. Sei com antecedência o que vai me acontecer. Vou me sentir uma idiota, uma espectadora do silêncio. Os ponteiros do relógio circularão, monótonos, sem prestar atenção em mim. Horas inúteis, minutos vazios em que saio de cena e me vejo de fora. Minha situação atual, meu trabalho, minha vida darão voltas na minha cabeça. Repassarei cada palavra da tensa discussão que tive com minha sócia. Será uma nova e interminável noite da qual levantarei mais esgotada do que quando fui dormir. A escuridão é insondável; a noite, misteriosa e minha vida revela-se patética quando, por falta de algo melhor para fazer, utilizo esse tempo para repassar, uma e outra vez, o filme da minha existência.
Uma solução é contar carneirinhos, mas vislumbro um infinito rebanho para contabilizar sem que isso modifique minimamente minha situação.
Fazia tempo que não acontecia; vinha dormindo bem quando hoje, justamente hoje, pensei nisto: invocar sem motivos os demônios da noite, talvez esse seja meu erro. Isso os irrita e agora não tenho como apaziguá-los. Talvez haja outras razões que ignoro. Sei que de manhã, na hora exata de levantar, a insônia acaba e aí moiro de sono. O certo é que por agora estou aqui, esperando que alguma coisa aconteça; como, por exemplo, dormir."
And here we go again
bjus da Samurai
"Vai ser uma daquelas noites. Sei com antecedência o que vai me acontecer. Vou me sentir uma idiota, uma espectadora do silêncio. Os ponteiros do relógio circularão, monótonos, sem prestar atenção em mim. Horas inúteis, minutos vazios em que saio de cena e me vejo de fora. Minha situação atual, meu trabalho, minha vida darão voltas na minha cabeça. Repassarei cada palavra da tensa discussão que tive com minha sócia. Será uma nova e interminável noite da qual levantarei mais esgotada do que quando fui dormir. A escuridão é insondável; a noite, misteriosa e minha vida revela-se patética quando, por falta de algo melhor para fazer, utilizo esse tempo para repassar, uma e outra vez, o filme da minha existência.
Uma solução é contar carneirinhos, mas vislumbro um infinito rebanho para contabilizar sem que isso modifique minimamente minha situação.
Fazia tempo que não acontecia; vinha dormindo bem quando hoje, justamente hoje, pensei nisto: invocar sem motivos os demônios da noite, talvez esse seja meu erro. Isso os irrita e agora não tenho como apaziguá-los. Talvez haja outras razões que ignoro. Sei que de manhã, na hora exata de levantar, a insônia acaba e aí moiro de sono. O certo é que por agora estou aqui, esperando que alguma coisa aconteça; como, por exemplo, dormir."
And here we go again
bjus da Samurai
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Páginas de um diário sem tabulação - Parte IV
Não a classificaria como uma adolescência totalmente calma, houveram algumas conturbações, não nego, mas não foi algo surreal, não gostava( e ainda não gosto) de lérias, eu poderia ser considerada um tanto casquilha quanto ás minhas vestimentas, talvez pelo excesso de preto, correntes e outros adereços que poderiam vir á intimidar, quase que uma agressão visual... eu sabia que isso chamava muito a atenção e, apesar de sempre me vestir dessa forma com a intenção de me camuflar, me esconder, fazia do mesmo jeito! Gostava de mostrar que tinha coragem para vestir o que me desse vontade, me maquiar abusando da sombra preta e camadas extravagantes de rímel, não me importava com o que fossem pensar de mim, afinal, era minha vida, não prestava satisfação á ninguém! Com o tempo, vi que não ficaria apenas nisso. Sim, as pessoas julgam, pela aparência e por mais que eu ignorasse, com o tempo surgiam imposições e tive que me adaptar á elas. Hoje vejo o quanto arrisquei minha vida com isso e o quanto as pessoas ao meu redor continuam a arriscar. Tenho fé, acredito em suas mudanças por menores que sejam e por mais insignificantes que sejam aos olhos alheios. Pertencer á uma tribo, fazer pose de mal, abusar da aparência para causar impacto ou medo não passa de uma mera frustração. É sim, mera frustração! Você não acha isso agora por ainda não ter refletido, mas toda pessoa que se difere pelo externo faz isso com o intuito de proteger o interno! Tem medo de sofrer, medo da realidade, medo de não ser reconhecido, medo de ser só mais um, faz pra ir contra os conceitos da família, dos amigos.. nunca faz por si só. Viver do lado negro não é uma coisa que se deseje, é algo que é optado por influência ou momentos repentinos de birra de adolescente com medo de crescer, de deixar seu mundinho infantil para encarar a realidade e acaba entrando em conflito consigo mesmo, não sabe se corre para a liberdade ou prefere o aconchego de um lar familiar e acaba expondo esse drama em “hábitos” que dentre poucos anos, irão lhes fazer pensar no quão estranhos já foram. Posso afirmar, sou exemplo vivo disso! Não me arrependo de como fui na adolescência, mas hoje rio de mim mesma ao pensar nas maluquices que eu usava(na verdade, ainda uso, com menos freqüência, mas minha meta é mudar isso por completo!).
Nem sempre a sensatez e a coerência andavam comigo, porém, uma coisa eu tinha certeza de que nada e nem ninguém poderia desviar de mim.. meu pensamento, minhas idéias, o meu verdadeiro eu. Sabia que por mais tola que eu fosse, ou mais incrédula que parecesse, blasfemar não seria a solução para nada. Foi então que aderi uma nova filosofia de vida, a de que nem tudo nessa vida é perfeito a não ser que eu tenha isso guardado do meu mais íntimo, onde só eu mesma tenha conhecimento e pudesse selecionar as pessoas nas quais eu gostaria de compartilhar meus segredos e vivências. Isso pode parecer um tanto egocêntrico, mas é a mais pura verdade, aprendi com a vida, com o tempo, meu maior e mais sábio mestre, e assim tem sido meu pensamento desde então. Resmungar não faria de mim alguém menos pior ou alguém superior o suficiente para não ter ao menos um pingo de compaixão ao ouvir pessoas me criticando e não ter sentimento algum relacionado á pena quando as xingava.
Sempre morei na mesma cidade, na mesma casa, estudei sempre no mesmo colégio, com as mesmas pessoas e acredito que isso, influenciou e muito minha vida atualmente. Se sou incapaz de mudar minha rotina ou coisas materiais (mera futilidade), por quê teria para mudar quem sou? Não compreendo, não vejo uma lógica, um raciocínio.. também não entendo a minha associação da mudança da minha rotina com o que sou! Aff, volto a me perder com meus pensamentos inúteis! Por quê eu sou assim?
Chega!! Não me entendo mais, não sei nem mais o que estou falando! Acho que já é hora de fechar essa caixa novamente e dessa vez, trancar essas páginas avulsas de um diário e esperar até que algum dia, eu possa voltar a encontrá-las e, quem sabe, completá-las com algumas linhas de palavras que valham a pena alguém ler e entender um pouco sobre o que um dia cheguei a ser, e o verdadeiro porque de eu ter cometido tal erro na minha vida.
Me despeço mais uma vez dessas recordações tão tristes e sentimentos que eu deveria ter tentado expressar, porém, meu orgulho falou mais alto e preferi guardá-los só para mim, em um sentido não muito inteligente, um egoísmo que não saberia definir em poucos parágrafos e que, em poucos anos de vida, me consumiram, me corroeram e já fizeram marcas tão profundas e sem tentativa alguma de cicatrização.
Sem mais!
And here we go again!!!
bjus da Samurai
Nem sempre a sensatez e a coerência andavam comigo, porém, uma coisa eu tinha certeza de que nada e nem ninguém poderia desviar de mim.. meu pensamento, minhas idéias, o meu verdadeiro eu. Sabia que por mais tola que eu fosse, ou mais incrédula que parecesse, blasfemar não seria a solução para nada. Foi então que aderi uma nova filosofia de vida, a de que nem tudo nessa vida é perfeito a não ser que eu tenha isso guardado do meu mais íntimo, onde só eu mesma tenha conhecimento e pudesse selecionar as pessoas nas quais eu gostaria de compartilhar meus segredos e vivências. Isso pode parecer um tanto egocêntrico, mas é a mais pura verdade, aprendi com a vida, com o tempo, meu maior e mais sábio mestre, e assim tem sido meu pensamento desde então. Resmungar não faria de mim alguém menos pior ou alguém superior o suficiente para não ter ao menos um pingo de compaixão ao ouvir pessoas me criticando e não ter sentimento algum relacionado á pena quando as xingava.
Sempre morei na mesma cidade, na mesma casa, estudei sempre no mesmo colégio, com as mesmas pessoas e acredito que isso, influenciou e muito minha vida atualmente. Se sou incapaz de mudar minha rotina ou coisas materiais (mera futilidade), por quê teria para mudar quem sou? Não compreendo, não vejo uma lógica, um raciocínio.. também não entendo a minha associação da mudança da minha rotina com o que sou! Aff, volto a me perder com meus pensamentos inúteis! Por quê eu sou assim?
Chega!! Não me entendo mais, não sei nem mais o que estou falando! Acho que já é hora de fechar essa caixa novamente e dessa vez, trancar essas páginas avulsas de um diário e esperar até que algum dia, eu possa voltar a encontrá-las e, quem sabe, completá-las com algumas linhas de palavras que valham a pena alguém ler e entender um pouco sobre o que um dia cheguei a ser, e o verdadeiro porque de eu ter cometido tal erro na minha vida.
Me despeço mais uma vez dessas recordações tão tristes e sentimentos que eu deveria ter tentado expressar, porém, meu orgulho falou mais alto e preferi guardá-los só para mim, em um sentido não muito inteligente, um egoísmo que não saberia definir em poucos parágrafos e que, em poucos anos de vida, me consumiram, me corroeram e já fizeram marcas tão profundas e sem tentativa alguma de cicatrização.
Sem mais!
And here we go again!!!
bjus da Samurai
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Irmãs de cuspi!

Quem disse que para fazer pactos (normalmente um tanto nojentos ou estranhos) precisa ser criança? Por quê não fazer um agora?hahaha
Hoje de tarde, na faculdade, fizemos um tipo de pacto (ou será q foi apenas uma troca de saliva?). Compramos um pote grande de Nutella.. sim NUTELLA!!
Dividimos bem no meio da aula de TOE(técnica de observação e entrevistas). O pessoal da sala olhava com cara de nojo, achando a coisa mais estranha, mas acreditem, isso é legal!hahahaha
E então, surge mais uma teoria.. ou projeto de teoria: Se três pessoas são tão amigas, possuem “N” características em comum, estão sempre juntas, porque não compartilhar também a saliva?auhauha.. ta, parece um tanto horrível isso, mas qual a maior prova de que a amizade supera tudo e está acima de todas as possíveis coisas á acontecer. Não é nada demais. Apenas três colheres babadas mergulhando em um pote de Nutella. Não temos o mesmo sangue, apesar de pensar que seria muito legal(mas na boa, se cortar pra trocar sangue com o outro é uma coisa muito macabra, dipensamos), então, uma boa forma de demonstrar todo o nosso laço de amigas-irmãs, nada melhor do que uma interessante troca salivar de bactérias e micro-organismos através de uma mix de chocolate com avelã!! Tem coisa mais gostosa do que amizade literalmente "adocicada"? hauhau
And here we go again!!
Bjus da Sam
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Páginas de um diário sem tabulação - Parte III
...me sinto realmente só, um vazio que por mais que eu procure preencher, simplesmente não consigo! Constante vontade de chorar...
Dentre tantos devaneios da vida, hoje veio que as coisas não são mais como de quando eu era apenas uma menina, onde eu poderia viver fechada no meu mundinho e fantasiar, onde escolhia quem entrava e quem saia dela. Sentia-me triste, mas era aquela coisa passageira, sabia que não passaria de apenas uma tarde. Hoje, já não posso dizer o mesmo. Parece que quanto mais passam as horas, mais aflita me sinto por não obter uma resposta. Não precisa ser imediata, mas bem que poderia aparecer, né?
Neste momento meu celular está tocando, sei que é uma ligação importante, mas não quero atender. Chega de ouvir reclamações ou chamados. Quero me desligar do mundo, quero tentar seguir sem que nada possa me atrapalhar. Sei que isso é o mesmo que pedir para ganhar na loteria, mas de que vale a vida sem os sonhos?
Não sei exatamente o porquê de eu estar aqui, sentada numa janela, revivendo a minha infância e repensando o meu presente. Talvez não seja a melhor coisa para fazer, mas sei lá.. prefiro fazer isso á tentar esquecer e sofrer internamente.. expondo me sinto mais confiante, mais segura. Não sei ao certo como EU funciono, não tenho um manual de instruções, acho que vim direto da pirataria, de algum beco no Paraguai ou qualquer mini-fábrica caseira.
Por que meu celular não para de tocar? Ainda insistem em me ligar, por quê? Esse som está se fazendo entorpecedor, atormentante!!! Quer saber??? Eu vou dar um basta nisso!! Levanto da janela, pego meu celular, desligo e o jogo em cima da cama. Não quero ver ninguém, não quero conversar com ninguém. Seria mesmo tão difícil assim entender isso?
Ok... não adianta ficar assim, eu sei. Vou voltar á janela, quem sabe lá eu não volte á me sentir melhor e consiga relaxar ao ver o pôr do sol!
Agora sim, retomemos ao ponto. Minha infância me carece, sinto que fiz e tive tudo o que uma criança sempre quis, mas ainda assim, parece que sinto falta de algo que ainda não defini.
Minha adolescência? Até foi agradável!! Tive meus momentos de revolta, não vou negar, mas se comparado á adolescência descritas por ai, acredito que a minha foi um tanto tranqüila. Estudei, fiz cursos, nunca fui muito de sair, nunca fui de andar em bandos.. sempre preferia a solidão. Me isolar de tudo e todos, esquecer o que acontece á minha volta. Um tanto que egoísta se for ver bem, mas fazia por não querer me ferir, não querer que terceiros, de alguma forma, me machucassem mais do que já estava. Bastaria os meus problemas do cotidiano, não agüentaria viver com um problema novo a cada minuto, um novo motivo para chorar ou me magoar. Não era esse tipo de coisa que eu estava buscando.
Continua...
Dentre tantos devaneios da vida, hoje veio que as coisas não são mais como de quando eu era apenas uma menina, onde eu poderia viver fechada no meu mundinho e fantasiar, onde escolhia quem entrava e quem saia dela. Sentia-me triste, mas era aquela coisa passageira, sabia que não passaria de apenas uma tarde. Hoje, já não posso dizer o mesmo. Parece que quanto mais passam as horas, mais aflita me sinto por não obter uma resposta. Não precisa ser imediata, mas bem que poderia aparecer, né?
Neste momento meu celular está tocando, sei que é uma ligação importante, mas não quero atender. Chega de ouvir reclamações ou chamados. Quero me desligar do mundo, quero tentar seguir sem que nada possa me atrapalhar. Sei que isso é o mesmo que pedir para ganhar na loteria, mas de que vale a vida sem os sonhos?
Não sei exatamente o porquê de eu estar aqui, sentada numa janela, revivendo a minha infância e repensando o meu presente. Talvez não seja a melhor coisa para fazer, mas sei lá.. prefiro fazer isso á tentar esquecer e sofrer internamente.. expondo me sinto mais confiante, mais segura. Não sei ao certo como EU funciono, não tenho um manual de instruções, acho que vim direto da pirataria, de algum beco no Paraguai ou qualquer mini-fábrica caseira.
Por que meu celular não para de tocar? Ainda insistem em me ligar, por quê? Esse som está se fazendo entorpecedor, atormentante!!! Quer saber??? Eu vou dar um basta nisso!! Levanto da janela, pego meu celular, desligo e o jogo em cima da cama. Não quero ver ninguém, não quero conversar com ninguém. Seria mesmo tão difícil assim entender isso?
Ok... não adianta ficar assim, eu sei. Vou voltar á janela, quem sabe lá eu não volte á me sentir melhor e consiga relaxar ao ver o pôr do sol!
Agora sim, retomemos ao ponto. Minha infância me carece, sinto que fiz e tive tudo o que uma criança sempre quis, mas ainda assim, parece que sinto falta de algo que ainda não defini.
Minha adolescência? Até foi agradável!! Tive meus momentos de revolta, não vou negar, mas se comparado á adolescência descritas por ai, acredito que a minha foi um tanto tranqüila. Estudei, fiz cursos, nunca fui muito de sair, nunca fui de andar em bandos.. sempre preferia a solidão. Me isolar de tudo e todos, esquecer o que acontece á minha volta. Um tanto que egoísta se for ver bem, mas fazia por não querer me ferir, não querer que terceiros, de alguma forma, me machucassem mais do que já estava. Bastaria os meus problemas do cotidiano, não agüentaria viver com um problema novo a cada minuto, um novo motivo para chorar ou me magoar. Não era esse tipo de coisa que eu estava buscando.
Continua...
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